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Pedro Baldurquino

Occupation
Bonzinho, doidinho e irônico. Às vezes viajo tanto que eu mesmo me perco.
7/24/2006

Três situações frequentes que me irritam profundamente:

Obs.: sim, eu me irrito, embora muita gente não acredite. Acontece que minha expressão de irritação é a mesma que os distraídos fazem quando fingem que estão prestando atenção no que não interessa. Pelos mesmos motivos.
 
3 - Ser interrompido no meio do discurso pela própria pessoa pra quem estou falando, quando o assunto diz respeito a fatos cronológicos necessários para a conclusão. Essa conclusão nunca chega porque a pessoa não entende que eu estou falando do que já passou e acha que estou dizendo que as coisas AGORA são como antes. E me interrompe pra dizer que estou errado.
 
2- Ser interrompido no meio da pergunta, porque a pessoa acha que o meio da pergunta já é suficiente pra ela saber o que responder. E responde outra coisa compltamete diferente do que eu queria perguntar. Isso piora quando a resposta se prolonga por vários minutos e a pessoa não aceita que não era essa a pergunta.
 
E a campeã:
 
1- Tentar colocar em prática uma idéia durante meses, falar sobre essa idéia para uma pessoa várias vezes nesse tempo, e ouvir um "a-hã" sem animação todas as vezes. E um dia, depois de todos esses meses, essa pessoa vir me falar de uma idéia fantástica que ELA TEVE para melhorar determinada situação. A minha idéia. A única vantagem disso é que pelo menos a idéia acontece.
7/13/2006

Os "Conceitos" do baldurquino e seus prefixos - Pósconceito

 
Pósconceito: "algumas situações parece que não se encaixam nem no preconceito e nem no conceito. Se o primeiro é aquele em que existe um julgamento prévio ruim e o segundo é sempre aberto à constante mudança, de acordo com os acontecimentos, então o que dizer do julgamento criado sobre um indivíduo após conhecê-lo, julgamento este fechado a qualquer mudança mesmo que o próprio indivíduo mude?
 
Daí que resolvi chamar isso de pósconceito. É o caso, por exemplo, de um homem que conheci no meio da minha viagem. Tinha chegado na cidade alguns meses antes, para trabalhar como médico. O pré-conceito... ops, assim ninguém entende... a idéia que tinham dele inicialmente era de uma pessoa formada, educada,sábia, como é o ... ah tá bom, pré-conceito de todo médico. De fato, alguns dias depois de se instalar e começar a conhecer as pessoas, ele já havia se mostrado ser muito próximo do que esperavam dele.
 
Pois bem. Um tempo depois, numa hora de descanso, ele desceu até o bar pra conversar com os conhecidos. No meio de toda a conversa, surgiu uma piada com requintes bem locais. Ele não era dali, e não entendeu nada. Todo mundo rindo e ele com cara de interrogação.
 
- Mas como assim, você não sabe o que é isso? Não teve infância?
 
Risada generalizada. Ainda mais depois da segunda vez que aconteceu. A partir de então, toda vez que contavam uma história perto dele, as pessoa se viravam para ele de vez em quando e visivelmente falavam num tom mais pausado, ignorando o fato de que ele estava entendendo tudo perfeitamente. Falavam com ele do mesmo jeito que já vi fazerem com os surdos, as crianças pequenas e as pessoas consideradas "mais lentas".
 
Tentar muda isso ele tentou, mas depois de ouvir muito "claro, claro...", acabou desistindo. Ficou o pós-conceito. Tem gente que chama isso de estigma, mas como tudo nessa língua, nem sempre se aplica"
 
 
6/14/2006

Os "Conceitos" do baldurquino e seus prefixos - Pré-conceito

O baldurquino, seguindo seu dicionário, fez observações interessantes sobre os prefixos que se juntam à palavra "conceito". Segue um trecho sobre o preconceito. Parece que na Baldurquínia essa idéia é um pouco mais abrangente, e ele andou analisando como a gente usa a palavra aqui.
 
 
Preconceito: "vem de pré+conceito, ou seja, é um julgamento prévio. Normalmente se diz que é preconceituosa a pessoa que trata mal a outra antes de conhecê-la como indivíduo, porque julga-a a partir de determinados atributos relativos a grupos ou situações desagradáveis que já conheceu ou "ouviu falar". Parece que o preconceito é atribuído apenas a algumas poucas situações, sempre ligando as relações entre pessoas, como aquelas relativas à cor da pele, sexualidade, situação sócio-econômica, religião, local de origem etc. Por isso, quando muitas pessoas se dizem livres de preconceitos, querem dizer que não julgam outras pessoas antes de conhecê-las. 
 
Interessante é que quando se julga um objeto ou situação previamente não se costuma usar a palavra preconceito. Se uma criança não quer subir no brinquedo porque ele é alto, não é preconceito, é medo. Se uma pessoa não quer comer uma comida diferente porque tem aspecto estranho, não é preconceito, é nojo, frescura, bobagem ou instinto, depende da forma com é analisado. Mas pra casos como esses, raríssimas são as pessoas que usariam a palavra "preconceito".
 
Além disso, essa palavra só é usada quando o julgamento resulta em algo negativo. Destaco aqui o fato de que o preconceito é considerado ruim porque é um julgamento a partir de elementos gerais, nem sempre corretos, e que não são suficientes para se concluir a respeito daquele indivíduo, objeto ou situação específicos. Não seria igualmente ruim então se o julgamento prévio fosse positivo, levando em conta que mais tarde se descobre que a coisa é pior do que parece?
 
Pois então, quando um julgamento prévio é positivo, paradoxalmente costuma-se referir a isso como sorte, ou ainda "vantagem competitiva", dependendo do ambiente e do otimismo de quem fala. Quando a descoberta da verdade causa prejuízo, é azar, uma pena. Pior, a pessoa julgada previamente de forma positiva acaba levando a culpa por não avisar previamente que não era o que pensavam. Mesmo não sabendo o que pensavam."

Gente, eu tinha esquecido!

Tinha esquecido mesmo que eu tinha um blog, nem me passava mais pela cabeça. Eu que já fui viciado nisso aqui... Tsc, tsc, só mesmo o baldurquino ansioso por contar suas descobertas pra vir me lembrar dessas coisas.
 
Mas nem foi por história dele que eu passei aqui hoje. Um dos motivos que me fez esquecer do blog foi que tenho ocupado meu tempo livre com o Orkut. Embora muita gente considere aquilo perda de tempo, diga que não se acha nada de útil lá, eu afirmo que é possível encontrar muitas coisas interessantes lá, basta procurar. Procurar bastante, com muito esforço. Bem esscondido no meio da bagunça. Uma ou outra coisa.
 
Pois é, pela dificuldade de achar isso é que eu venho falar aqui sobre as coisas inúteis mesmo, que é mais fácil.
 
Na verdade, é mais uma observação, que não é novidade pra quase ninguém. Queri apenas comentar como eu fico assustado com o desleixo das pessoas, ou mesmo a incapacidade de juntar informações que estão num mesmo parágrafo para raciocinar.
 
Por exemplo: uma pessoa deixa um post dizendo
"Estou distribuindo um informativo sobre festas. Quem quiser receber, mande um e-mail para xxxxx@yyyy.com com o assunto "informativo" e dizendo seu nome e estado de origem"
 
Em seguida, seguem diversos posts no mesmo tópico com o assunto "informativo" e o nome, ou apelido e o estado da pessoa.
 
Faltou alguma coisa? Faltou entender que era pra mandar um e-mail e não deixar a informação ali. Isso é só um exemplo da dificuldade de juntar as informações deixadas pelos outros.
 
 
Outro problema grave é a dificuldade de manter uma discussão sobre qualquer assunto. Primeiro, porque quase ninguém sabe usar argumentos objetivos, o "achismo" predomina. Segundo, porque na maioria dos casos acaba surgindo um interlocutor mais agressivo que impede a discussão de manetr um bom nível. É xingamento pra todo lado. E terceiro porque quase ninguém acompanha a iscussão. Geralmente as novas postagens se referem ou ao primeiro post do tópico ou apenas ao último. A discussão fica girando sem sair do lugar. No final das contas você tem um monte de gente repetindo sem saber os insultos alheios pra provar que o certo é o que a pessoa acha, ou porque daquele jeito é mais bonito ou porque o governo é corrupto.
 
O fato de grande parte dos usuários do orkut serem jovens ou adolescentes não é desculpa. Esse comportamento é visto em qualquer comunidade e com pessoas muito experientes de vida e "esclarecidas"
 
Acho que vou voltar pro meu blog. Mexer com as bobagens do orkut está me fazendo querer escrever posts sérios...
 
4/30/2006

Formigas Mutantes Ninjas!

 

 
Eu como mel com freqüência. Não por simples gosto, mas é como se fosse um remédio mesmo. Dizem que é bom, eu acho que é bom mesmo, porque desde quando comecei a tomar parei de gripar. Ah, mas isso aqui não é propaganda de xarope também, o assunto é outro.
 
A questão é que, como eu tomo muito mel, tem sempre um pote no armário da cozinha. Da primeira vez que deixei um pote lá, logo em seguida tinha um monte de formigas em volta dele. Resolvi fazer da maneira simples: coloquei o pote dentro de um prato raso com água, o que manteve as formigas longe, porque afinal não sabem nadar, e mesmo que soubessem seus bracinhos são muito finos para qualquer modalidade, mesmo que seja nadar de cachorrinho. A menos que estejam SOBRE o cachorrinho, mas aí já é lugar das pulgas e a disputa domiciliar ficaria complicada.
 
Voltando ao assunto novamente. Acabou o primeiro pote, comprei outro. Não sei o que houve nesse intervalo, porém, que substância química, radioativa, misteriosa poderia ter ficado alcance das formigas, ou teriam mesmo puxado um "gato" da internet pro formigueiro e pesquisado "natação" no Google, o que importa é que subitamente elas pareceram ganhar novas habilidades. Não simplesmente habilidades físicas, mas intelectuais.
 
Coloquei o novo pote de mel em seu devido lugar, e poucos dias depois, ao retirá-lo da sua situação de ilha, percebi que uma formiguinha rodeava-o, certamente procurando por uma entrada onde pudesse buscar sabe-se lá o que, afinal mel é líquido, ela não ia carregar uma gota mesmo.
 
Como ela atravessou o mar que a separava do pote? Preocupado se o prato estava muito raso, resolvir colocar o pote numa vasilha que o cobria de água até a metade. Minha surpresa é que as formigas continuaram alcançando o pote, "nadando" sabe-se lá como até ele.
 
Minha madrasta, com seus conhecimentos domésticos, decidiu jogar vinagre na água em volta do pote de mel. Ah, sim, por vários dias as formigas mantiveram-se afastadas. Mal sabia eu que estavam elas a confabular uma nova maneira de chegar ao seu objetivo. Parece que chegram à conclusão de que, se uma formiga não pode suportar o cheiro do vinagre e se uma formiga molhada no vinagre é insuportável às demais, a única maneira seria chegar ao pote sem passar pela água. Sendo todas súditas de uma rainha soberana, todas filhas da mesma mãe, todas irmãs, vivendo sob um regime ditatorial escravista e sem jamais fazer sexo, não é de se espantar o seu instinto suicida idealista em busca de um futuro melhor para as demais.
 
Agora chego eu de novo para tomar meu santo remédio e encontro várias formigas andando em volta dele, buscando alguma abertura. Na água, um montinho de formigas mortas, umas 15, uma encostada na outra. Isso leva a crer que ou entraram todas pelo mesmo lugar ou estiveram todas juntas o tempo todo. Resumindo: entrando uma atrás da outra, as formigas kamikaze formaram uma ponte para as demais, que chegaram ao pote. Aos poucos foram morrendo afogadas. Um segundo batalhão de formigas-ponte provavelmente estaria a caminho do resgate em breve.
 
Nesse ritmo de evolução, qualquer dia desse vou ter que convidá-las para um jantar de negociação.
4/24/2006

As leis imutáveis da natureza... segundo o baldurquino

Hahaha! Essa parte do diário do baldurquino eu não poderia deixar de colocar aqui. Parece que ele estava observando as reações das pessoas a acontecimentos difícieis de explicar ou de lidar. Acabou caindo na religião, mas as considerações que faz são o que há de melhor nessa passagem!
 
 
 
"A maioria das pessoas parece ter um conhecimento suficiente do seu entorno para explicar e organizar a sua vida. Estão de acordo com relação aos fatos mais simples, e se vêem plenamente capazes de resolver por conta própria quase tudo que atenda às suas necessidades básicas.
 
Diante de outras situações, porém, principalmente quando lidam com o desconhecido, o improvável, as reações variam. Alguns, mais racionais, agem buscando desvendar o acontecimento por métodos mais científicos; outros se limitam a atribuir um caráter mágico à situação. Neste segundo caso a imaginação substitui as causas racionais do primeiro pelas mais diversas possibilidades, gerando o que chama de simpatias, superstições e religiões.
 
As religiões são mais complexas, e são tantas que seria impossível numa vida compreendê-las todas. Normalmente se baseiam na noção de que existe um ser único e eterno - ou grupo de seres, em alguns casos - que originou a vida e que em algum momento da história da humanidade ditou as regras que deveriam ser seguidas e as leis imutáveis da natureza.
 
As manifestações religiosas são regidas mais pela paixão que pela racionalidade. De todas as religiões, uma das mais recentes parece ter conseguido ultrapassar essa barreira e unir crenças "mágicas" ao racionalismo. Seus adeptos apresentam incrível capacidade de prever os acontecimentos. O aparente pessimismo de suas falas na verdade guarda uma enorme paz interior, por terem certeza de seu destino e do resultado de suas ações. Seguem um código simples de leis imutáveis, e seu "Deus" se chama Murphy".
4/23/2006

Dicionário Baldurquino

Bom, e cadê o baldurquino?
 
Nesse retiro que ele tirou enquanto eu também estive fora do blog, lá se foi ele fazendo seus estudos sobre o funcionamento das coisas nesse nosso mundo. Foi anotando tudo o que via, fosse igual ou diferente do que ele conhecia ou imaginava, porque, segundo ele, "escrever é mais do que registrar pra recontar aos outros ou a si mesmo, é uma confirmação do imaginado, a imaginação confirmada, a reafirmação do sabido e a reconfirmação do óbvio, só pra garantir que é óbvio mesmo!"
 
Pois então, vendo a obra literária que se tornou seu diário de observações, com as quais consigo me divertir por horas, por mais que eu as releia, tive a idéia de começar a pinçar estas definições que ele dava pras coisas. Vou começar a disponibilizá-las aqui, conforme forem aparecendo.
 
Mas, só pra contextualizar, imaginem o pobre baldurquino na seguinte situação: andando sozinho por um lugar onde praticamente tudo, os objetos e seu funcionamento, os costumes, o conhecimento e tudo mais, é completamente diferente do lugar onde vive. Apesar disso, aprendeu com rapidez a língua, sem qualquer indício de sotaque, e portanto, aos olhos e ouvidos dos outros, passa-se por uma pessoa comum do lugar. Pelo menos a princípio.
 
Mas como aprender a falar uma outra língua não basta sequer pra se ter certeza do que está dizendo, esse acabou sendo um dos primeiros motivos de suas definições. Vejam, por exemplo, que ao perguntar com toda a inocência se "a planta a gente planta", teve como resposta simplesmente "É ÓBVIO!" e em seguida risadas das pessoas próximas, tratando-o como bobo piadista, ignorante, ou alguém que estava tentando fazer uma pegadinha.
 
Mal sabiam eles que ele estava raciocinando dentro da lógica da própria língua. "Porque se, afinal, a gente não escova a escova, mas a gente a usa como instrumento pra se escovar, então a planta deve ser um instrumento usado para plantar!". Raciocínio limitado, claro, pela falta de outros conhecimentos necessários pra entender os objetos dos quais suas palavras tratavam. O que é diferente da ignorância, no mal sentido que lhe foi imputado.
 
O "óbvio", afinal, é que foi a primeira coisa a deixá-lo encucado com o que tinha pela frente. Resolveu descobrir então o que era esse "óbvio" que a qualquer pergunta servia como resposta, inclusive pra pergunta sobre o mesmo - "Ora, o que é "óbvio"! É óbvio, ué!". O que resultou na sua própria definição (aqui transformada em verbete, embora no diário do baldurquino a maioria das definições apareçam no meio do texto, como conclusões a partir das situações):
 
Óbvio: "As pessoas consideram óbvio tudo aquilo que segue a um raciocínio lógico considerado por elas extremamente simples e satisfatório. O óbvio normalmente é de senso comum, tendo em vista que os conhecimentos necessários ao raciocínio lógico que torna algo óbvio são compartilhados de forma ampla pelo grupo ao qual o óbvio interessa ou diz respeito. Mas é interessante notar que, quando alguém chega ao ponto de considerar algo óbvio, torna-se quase sempre intolerante à inclusão de novos conhecimentos para a composição do raciocínio lógico, a menos que estes confirmem o óbvio. Muitas vezes tal confirmação é chamada de "bom senso", expressão que no entanto não se restringe a isso, nem se aplica a todos os casos.
 
Resumindo: posso dizer então que o óbvio é a desculpa pras pessoas pararem de pensar sobre um assunto quando aquilo já lhes é suficiente para alcançar seus objetivos. Ou quando simplesmente estão com preguiça de pensar."    
 
 

1 ano e 11 dias!

Passou batido o aniversário do Blog. Ainda bem que ele não fica magoado, senão eu ia ter que encomendar pro Yahoo uma coleção nova de smiles pra dar de presente pra ele.
 
Nem o baldurquino pra me avisar também. Mas ele tem desulpa, que estava viajando na Maionese Tour e acabou de voltar. Pra compensar, trouxe uns presentes e idéias interessantes...
4/18/2006

Pé frio, cabeça quente... Pé quente, cabeça fria

Gente! Quê isso! Pelamordedeus! Me explica esse tempo!
 
Antes de ontem tava um calor de dezembro fora do normal, ontem amanheceu com uma chuva de janeiro e hoje tá um frio de julho!
 
Isso é uma frente fria? Se for ela chegou de costas e tem as costas quentes. Se for a tal de massa de ar polar avisa pra ela que isso são os trópicos! E se elas estão indo em direção ao norte ou ao sul, alguém por favor indica o caminho, porque elas estão perdidas dando voltas!
 
Meu pé tá gelado e eu não sei se é de frio ou de suor! Se continuar assim vou ter que sair com guarda-chuva pra comprar filtro solar.
 
E o povo da TV insiste em começar a previsão de tempo falando "Mais um dia típico de outono...". Típico pra quem costuma ultrapassar a linha do equador à meia noite de 29 de fevereiro num balão azul e verde vestido de Pikachu! Se ontem foi típico hoje não pode ter sido típico ué!
 
Ah, vou dormir com meu cobertor e meu ventilador. Se o mundo estiver acabando eu vou estar bem preparado.

Quando urubu é azarado...

Ontem acordei cedo demais com o barulho da chuva. O detalhe é que até o dia anterior o tempo não fazia a menor menção de chuva. E de repente desaba um temporal. Começou a fazer frio e apanhei mais um cobertor pra dormir mais um pouco. O problema é que estava cedo demais pra ter acordado, mas tarde demais pra dar tempo de dormir mais um pouco.
 
Pouco depois que levantei fui tentar usar a internet e descobri que não estava funcionando. Aliás, isso costuma acontecer quando chove. Meu provedor é pior que tv de antena VHF em sítio de vó! Enfim, liguei pra lá e perguntei o que estava acontecendo e eles disseram que consertariam ainda de manhã.
 
Esperei a manhã inteira e nada. Em alguns momentos a internet funcionava a uma velocidade de cerca de 7kbps (sendo que o serviço contratado é de 256kbps). Após o almoço liguei de novo e "os técnicos ainda estavam verificando o problema", segundo o atendente.
 
Fui devolver uns filmes que peguei no feriado. Fiquei esperando bastante tempo a chuvar baixar um pouco, mas nada. Então peguei o guarda-chuva e fui no temporal até a locadora, que fica aqui no mesmo quarteirão. Cheguei lá levemente molhado pelas goteiras do guarda-chuva. Na volta, a chuva tinha praticamente parado.
 
Passei a tarde toda sem internet. Ela funcionou mais uns 15 minutos e parou de novo. À noite idem. Enquanto isso, no outro computador, ela funcionava quase perfeitamente...
 
Fui dormir. Dois minutos depois de me deitar, um pernilongo vem direto na minha orelha. Eu o espanto e tento dormir de novo. E lá vem o bicho de novo. Tento ligar o ventilador pra espantá-lo, e lá vem ele na minha orelha, sem ligar pro vento.
 
Resolvi virar caçador de pernilongo. Na meia hora seguinte fiquei estudando seu comportamento. Deitei-me de óculos, para que minha miopia de 6 graus não me impedisse de identificá-lo a mais de um palmo de distância. Luz acesa, corpo imóvel. Descobri que ele sempre chegava por trás, o traiçoeiro, e sempre na orelha direita (nota mental: usar mais cotonete desse lado). Peguei uma blusa amarrotada de sobre a cadeira e preparei a armadilha. Deitei-me silenciosamente e quando ouvi o maldito chegando na minha orelha catapultei a blusa sobre ele, embolei-o e esmaguei-o como a um... ahn.. inseto.
 
Contente como o caçador que pega sua presa, fui dormir de novo. Apenas pra descobrir que seus comparsas queriam vingança!
 
Resolvi o problema fazendo um sanduíche de cabeça com travesseiros, mais uma coberta e o ventilador ligado no máximo na minha direção.
 
Hoje vou ver se compro um repelente e um guarda-chuva. Por via das dúvidas, vou passar a dormir com os dois do lado.
 
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